O FIM DO ANO SE APROXIMA E JUNTO VEM A REFLEXÃO: ESTAMOS VIVENDO NO PILOTO AUTOMÁTICO?
Faltando apenas 3 dias para o fim do ano, começamos a nos questionar se estamos seguindo os planos que traçamos no início. Listamos as nossas realizações e o que ainda não fizemos. E, então, surge aquela reflexão: o que tenho feito de minha vida?
Uma boa ferramenta para nos ajudar nessa reflexão é a obra 12 regras para a vida – um antídoto para o caos, de Jordan B. Peterson, renomado escritor, psicólogo clínico canadense e uma autoridade quando se trata de responsabilidade pessoal e o sentido da vida.
Se cada um é o protagonista da sua vida e a conduz de acordo com seus valores e ações, como ainda assim é possível ter sucesso nas realizações, posto que existem acontecimentos externos que estão fora de nossa alçada e planejamento?
O ato de posturar-se e erguer a cabeça é algo não só fisiológico, como também espiritual. Demonstra que você está pronto para encarar a tragédia da vida e preparar-se para o desafio ao invés de reagir a uma catástrofe. Claro, que somente a postura não é o único fator preponderante para subir da hierarquia de dominância, mas é uma atitude início para erguer-se perante o mundo.
Significa realizar, voluntariamente, os sacrifícios necessários para ter uma vida produtiva e relevante. Dominar seu próprio ser, fortalecer-se e encorajar-se para ter um amanhã preenchido com sentido e repleto de valor.
Essa jornada de autoquestionamento é importante e não deveríamos esperar o final do ano para fazê-la.
Uma boa ferramenta para nos ajudar nessa reflexão é a obra 12 regras para a vida – um antídoto para o caos, de Jordan B. Peterson, renomado escritor, psicólogo clínico canadense e uma autoridade quando se trata de responsabilidade pessoal e o sentido da vida.
O livro traz doze princípios práticos sobre como viver uma vida com significado, ter uma trajetória de liderança e liberdade, focando no indivíduo e em sua responsabilidade frente à sua realidade.
Se cada um é o protagonista da sua vida e a conduz de acordo com seus valores e ações, como ainda assim é possível ter sucesso nas realizações, posto que existem acontecimentos externos que estão fora de nossa alçada e planejamento?
Jordan Peterson responde: o diferencial está na postura adotada diante de situações adversas.
Temos que ser como as lagostas, diria ele. Habitando a Terra há mais de 350 milhões de anos, muito antes dos dinossauros, as lagostas adotam posturas bem peculiares em uma disputa: é a postura confiante da lagosta vencedora que faz com que ela se mantenha num ciclo vitorioso, enquanto a lagosta perdedora com baixos níveis de neurotransmissores e postura curvada tende a se manter em um ciclo negativo.
O mais interessante é que esse mecanismo também está presente no sistema nervoso do ser humano. Baixos níveis de serotonina em uma pessoa resultam em uma postura sem ânimo, sem vontade, e implicam menos felicidade, mais ansiedade e doenças relacionadas à depressão, o que faz com que essas costumem pensar em si mesmas como inúteis.
Sendo assim, a postura adotada pela pessoa está diretamente relacionada ao seu sucesso, sendo a sua postura uma manifestação de ordem interna. Está aí a importância de hábitos saudáveis, da rotina, como acordar no mesmo horário e fazer exercícios físicos. É a postura que leva a pessoa a desenvolver a força interior. Quando, externamente, a postura é positiva, a pessoa busca naturalmente esse aprimoramento. Sem uma postura positiva, corajosa e vencedora, não somos agentes de mudança.
A química do cérebro da lagosta campeã difere da lagosta perdedora e isso reflete na postura de cada uma delas. Há dois elementos que exercem influência nos neurônios da lagosta: a serotonina e a octopamina. A vitória aumenta o primeiro em relação ao segundo.
A serotonina regula sua flexão postural. A lagosta com boa postura estende seus apêndices para que aparente ser grande e poderosa. Uma baixa proporção de serotonina produz uma aparência de derrota e inibição. Ambos hormônios também são responsáveis pelo reflexo da cauda, seu mecanismo de fuga, lagostas perdedoras precisão de menos estímulos para fugir. Ou seja, estão sempre prontas para fugir quando as coisas não saem como o esperado.
A partir daí a hierarquia de dominância é construída, lagostas que venceram tem mais probabilidade de ganhar a próxima disputa, enquanto a lagosta que perde, agora com postura reprimida, tem mais chances de ser derrotada no futuro. As posturas pomposas e eretas da lagosta com altos níveis de serotonina indicam para as outras que com esta não será uma boa ideia confrontá-la. Assim, o topo da hierarquia recompensa a vitória com o melhor território, melhor caça e fêmeas para geração de descendentes.
Sendo assim, a postura adotada pela pessoa está diretamente relacionada ao seu sucesso, sendo a sua postura uma manifestação de ordem interna. Está aí a importância de hábitos saudáveis, da rotina, como acordar no mesmo horário e fazer exercícios físicos. É a postura que leva a pessoa a desenvolver a força interior. Quando, externamente, a postura é positiva, a pessoa busca naturalmente esse aprimoramento. Sem uma postura positiva, corajosa e vencedora, não somos agentes de mudança.
A química do cérebro da lagosta campeã difere da lagosta perdedora e isso reflete na postura de cada uma delas. Há dois elementos que exercem influência nos neurônios da lagosta: a serotonina e a octopamina. A vitória aumenta o primeiro em relação ao segundo.
A serotonina regula sua flexão postural. A lagosta com boa postura estende seus apêndices para que aparente ser grande e poderosa. Uma baixa proporção de serotonina produz uma aparência de derrota e inibição. Ambos hormônios também são responsáveis pelo reflexo da cauda, seu mecanismo de fuga, lagostas perdedoras precisão de menos estímulos para fugir. Ou seja, estão sempre prontas para fugir quando as coisas não saem como o esperado.
A partir daí a hierarquia de dominância é construída, lagostas que venceram tem mais probabilidade de ganhar a próxima disputa, enquanto a lagosta que perde, agora com postura reprimida, tem mais chances de ser derrotada no futuro. As posturas pomposas e eretas da lagosta com altos níveis de serotonina indicam para as outras que com esta não será uma boa ideia confrontá-la. Assim, o topo da hierarquia recompensa a vitória com o melhor território, melhor caça e fêmeas para geração de descendentes.
Por isso, vale refletir se estamos cuidando de nós mesmos como cuidaríamos de alguém sob a nossa responsabilidade. Inclusive, nesse sentido, Jordan Peterson menciona um dado intrigante no livro: as pessoas tendem a ser mais cuidadosas na compra e administração de medicamentos para seus animais de estimação do que para si mesmas.
Pessoas que se comportam como perdedoras tem mais chance de deixarem a vida e a natureza tratá-las e levá-las a qualquer lugar. O medo as faz mergulharem em um mar de vícios e fugas imediatas.
Como você tem lidado com os riscos?
Como você tem lidado com os riscos?
Conter o risco é hesitar e, consequentemente, conter o seu real potencial.
A consciência e disposição para enfrentar riscos, em busca da excelência, engrandece o indivíduo e expande suas possibilidades de vida.
Peterson ao final do capítulo dedica-o ao ato metafísico de “levantar a cabeça”.
Pessoas sofrem bullying porque não conseguem revidar. Isso pode acarretar em um temperamento compassivo e abnegado e pode gerar muitas emoções negativas para quem sofre. (Crianças que choram com facilidade sofrem bullying com mais frequência.) A demonstração de vulnerabilidade pode ser um atrativo para pessoas tirânicas. Se você consegue morder, geralmente não precisa fazê-lo. Quando há habilidade de reagir a agressão, a violência diminui. Se você disser não logo no início do ciclo da opressão, então o escopo do opressor ficar seriamente delimitado. Nesses casos, o escopo de inofensibilidade deve ser reorganizado. Se uma pessoa se enxerga como uma pessoa perigosa, o medo diminuirá. Assim, desenvolverá respeito por si própria.
Se você se portar com uma postura de lagosta derrotada, é mais provável que irão lhe atribuir um baixo status, e sua calculadora também irá lhe atribuir um número baixo de dominância. Seu cérebro não produzirá serotonina. Isso o fará mais triste, ansioso e com menos chance de se defender.
A emoção é em parte, a expressão corporal e pode ser amplificada ou diminuída por ela. Se sua postura for ruim, costas curvadas, ombros caídos, peito para dentro e cabeça baixa, você aparentará ser pequeno, logo as pessoas o enxergaram dessa forma. Se começar a se alinhar, elas o olharam de forma diferente.
Peterson ao final do capítulo dedica-o ao ato metafísico de “levantar a cabeça”.
Pessoas sofrem bullying porque não conseguem revidar. Isso pode acarretar em um temperamento compassivo e abnegado e pode gerar muitas emoções negativas para quem sofre. (Crianças que choram com facilidade sofrem bullying com mais frequência.) A demonstração de vulnerabilidade pode ser um atrativo para pessoas tirânicas. Se você consegue morder, geralmente não precisa fazê-lo. Quando há habilidade de reagir a agressão, a violência diminui. Se você disser não logo no início do ciclo da opressão, então o escopo do opressor ficar seriamente delimitado. Nesses casos, o escopo de inofensibilidade deve ser reorganizado. Se uma pessoa se enxerga como uma pessoa perigosa, o medo diminuirá. Assim, desenvolverá respeito por si própria.
Se você se portar com uma postura de lagosta derrotada, é mais provável que irão lhe atribuir um baixo status, e sua calculadora também irá lhe atribuir um número baixo de dominância. Seu cérebro não produzirá serotonina. Isso o fará mais triste, ansioso e com menos chance de se defender.
A emoção é em parte, a expressão corporal e pode ser amplificada ou diminuída por ela. Se sua postura for ruim, costas curvadas, ombros caídos, peito para dentro e cabeça baixa, você aparentará ser pequeno, logo as pessoas o enxergaram dessa forma. Se começar a se alinhar, elas o olharam de forma diferente.
O ato de posturar-se e erguer a cabeça é algo não só fisiológico, como também espiritual. Demonstra que você está pronto para encarar a tragédia da vida e preparar-se para o desafio ao invés de reagir a uma catástrofe. Claro, que somente a postura não é o único fator preponderante para subir da hierarquia de dominância, mas é uma atitude início para erguer-se perante o mundo.
Significa realizar, voluntariamente, os sacrifícios necessários para ter uma vida produtiva e relevante. Dominar seu próprio ser, fortalecer-se e encorajar-se para ter um amanhã preenchido com sentido e repleto de valor.
Levante a cabeça e mantenha as costas eretas e ombros para trás.
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